sexta-feira, 29 de julho de 2011

Do Pablo

Cego olhar sincero
ainda não quero ver você me ver por perto
E não espere arrancar de mim
muito mais que esse manifesto
O meu protesto

A qualquer ação que faça bem
ou mesmo possa causar dano
A quem de tão quieto mais parece o carnaval do Vaticano
Com Cayme cantando

Por qualquer loucura, qualquer jura,
qualquer missa, qualquer terço
Peço, imploro, rogo, ajoelho, choro e lhe agradeço
Já foi um começo

Só por se fazer real, sentir fatal, pensar normal,
pensar que engana
Toda carga de paixão
que eu puder gastar essa semana
Naquela cabana

É como se você nem percebesse
o meu jeito de amar depressa
E de não falar uma palavra
além daquilo que interessa
Nenhuma promessa

Se não houver pilhas se o relógio não correr
eu não te esqueço
Pense que eu te amo, pense que eu te engano,
qualquer coisa nem me importar
Quando sair feche a porta

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